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domingo, 23 de agosto de 2015

(CRÓNICA) EM TERRA DE OVOS MOLES ESTE BENFICA FOI... MOLE

Após a vitória sofrida mas folgada na abertura da Liga NOS do Benfica diante do Estoril Praia, os campeões nacionais deslocaram-se a Aveiro para defrontar o Arouca, que também havia vencido na primeira jornada o Moreirense por 2 a 0.



Procurando aproveitar os deslizes de Porto e Sporting (que empataram no dia anterior diante do Marítimo e Paços de Ferreira, respectivamente), o Benfica entrou em campo com um onze idêntico ao que entrou em campo na semana passada, exceptuando a entrada de Samaris para o lugar de Fejsa, dando mais dinâmica ofensiva ao Benfica. Já no onze do Arouca, destaque para a presença de David Simão, jogador formado no Benfica.

Ainda os últimos adeptos estavam a ocupar os seus lugares no Estádio Municipal de Aveiro, quando o Arouca abre o marcador do encontro logo aos 2 minutos, com Roberto a surgir nas costas da defesa do Benfica e a marcar para a equipa da "casa".

O golo sofrido não acordou as águias, que aos 8 minutos estiveram muito próximos de sofrer o segundo golo após um desentendimento entre Eliseu e Pizzi. No entanto, desta vez Roberto não conseguiu bater Júlio César que efectuou uma grande defesa. Só aos 12 minutos é que surgiu o primeiro lance de perigo para os encarnados, com Gaitán a rematar ligeiramente por cima da baliza do Arouca


Aos 16 minutos pede-se grande penalidade a favor do Benfica, com Mitroglou a sofrer um toque no pé de apoio. Nuno Almeida nada assinalou. Aos 20 minutos, Jonas tentou o remate fora de área mas Bracalli, atento, defendeu sem dificuldades. Na resposta, o Arouca quase dilata o marcador na sequência de um canto, mas Júlio César, mais uma vez, a evitar o golo com uma excelente defesa.

O Benfica continuou à procura do golo do empate, com Nelson Semedo a surgir dentro de área mas a rematar por cima. Na insistência, aos 30 minutos Pizzi remata com força mas Bracalli, mais uma vez, defende. Procurando empatar o jogo antes do intervalo, o Benfica continuou a ter inúmeras

oportunidades, mas sempre com Bracalli e/ou a defesa do Arouca a estarem bastante atentos.
Ao intervalo, Rui Vitória mexe na equipa do Benfica, com a substituição de Vitor Andrade por Ola John. 
A segunda parte iniciou-se a um ritmo bastante mais morno, com o Benfica a tentar jogar racionalmente e com o Arouca a procurar defender o resultado e procurar contra ataques rápidos.

Num jogo bastante tático e equilibrado, e com o intervalo a fazer melhor à equipa da "casa", o Benfica ia tentando romper a muralha defensiva do Arouca sem sucesso, procurando muito os remates de longa distância por parte de Pizzi, Gaitán e Vitor Andrade. A entrada de Carcela como falso lateral esquerdo ainda procurou criar alguma dinâmica na lateral,  mas o Arouca manteve-se bastante disciplinado e atrevido no ataque.

Com a aproximação do fim do encontro, Lito Vidigal retira de campo o seu ponta de lança goleador, lançando Tomás Dabó, de características mais defensivas. Na resposta, Rui Vitória lança Raúl Jiménez para a sua estreia na Liga NOS.

Ao cair do pano, Jonas ainda procurou, primeiro num cruzamento longo e num ressalto o empate, mas o resultado acabaria por não se alterar, com o Arouca a sair do confronto líder isolado no campeonato, num jogo em que entrou melhor ofensivamente nos primeiros minutos e demonstrou uma grande coesão defensiva.


Melhor em campo

Num jogo bastante táctico e racional, o destaque vai inevitavelmente para Bracalli, que não só está excelente forma (à semelhança de Júlio César) como também salvou o Arouca do empate com uma grande exibição.

© TA

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